BEM VIND@!

Vamos falar de coisas da vida?
Vamos falar das coisas. E também da nossa vida.
Vamos trocar idéias! Aqui neste espaço virtual, nesse tempo incomum...
Singularidades.
Para ser cada vez mais si mesmo, estando cada vez mais inteiro no mundo e nas relações.
Pra mudar, para crescer, para transcender...




sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Espera


Sobre a espera pelos resultados de nossas ações, é preciso tomar cuidado com os extremos: não esperar nada da vida é viver à deriva; e criar expectativas além das possibilidades é ter grandes chances de se frustrar. Tenhamos bom senso. Um planejamento saudável também implica em buscar e saber lidar com as consequencias.
Quando tentamos nos privar de qualquer esperança ou projeto, é para fugir das frustrações, mas elas também fazem parte da vida. Outras vezes somos egocêntricos a ponto de exigir do mundo, e logo, o que queremos. Mas precisamos aprender a negociar entre o nosso desejo e a realidade, entendendo que não controlamos todas as variáveis e nem o desejo das outras pessoas. Uma postura livre de extremismos nos leva a aceitar tranquilamente que nem sempre a realidade corresponderá ao nosso querer.
A vida não é previsível, é uma eterna surpresa. Quando o inesperado é desagradável, cabe-nos recomeçar ou tomar novos rumos, nos adaptarmos. Bem ou mal, acabamos esperando algo porque ao plantar é típico colher. Mas agindo de maneira consciente, reconhecemos os nossos limites e a nossa verdadeira espera. É ela que nos orienta e nos mobiliza.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Escuta...

"Paz sem voz não é paz. É medo." - O Rappa

Como é bom ser ouvido!
Ser lido, notado, compreendido!
Que alegria quando se é aceito
Perfeito!
Como é bom ser percebido!

Ah, que paz que existe naquela atenção especial, naquele interesse que a gente recebe depois de anos gritando pela mesma coisa. E gritar já é desespero mesmo!
Que força há naquele olhar que te lançam quando você já se sente invisível e opta por falar sozinho, e pior, emudecer.
Aquilo que é dito e não é escutado, é repetido.
Aquilo que é dito e é acolhido com respeito e entusiasmo tem o potencial de transformar vidas!

Não é preciso concordar com ideias nem ser conivente com nada. A questão toda não está em confirmar o pensamento, mas sim em confirmar a pessoa.



A Flor e a Náusea
Carlos Drummond de Andrade

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.

O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Uma flor nasceu na rua!

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
Ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia, mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Psicologia e espiritualidade


  A ciência psicológica reconhece os benefícios da espiritualidade na vida das pessoas. Como busca pessoal de respostas sobre o sentido da vida e o transcendente, a espiritualidade relaciona-se às religiões, que são conjuntos partilhados de crenças, ritos e símbolos e têm a função de aproximar a pessoa do sagrado.
  Ao falarmos de psicologia e espiritualidade, não elegemos a religião “certa”, e nem podemos estabelecer uma oposição entre aspectos psicológicos e espirituais. Ir ao templo, à igreja, entre outros; ou ter um lado espiritual independente de religiões; não exclui a possibilidade de ir ao setting terapêutico. Pesquisas vêm demonstrando a importância da fé na saúde, no enfrentamento dos problemas, na aderência do sujeito à psicoterapia, e na obtenção de melhores resultados nas intervenções psicológicas. Entendemos que a dimensão espiritual é complementar às dimensões física, psicológica e social na totalidade do ser.
  A maturidade espiritual pode facilitar a compreensão das doenças físicas pelo paciente durante o tratamento médico, e auxiliá-lo no processo de cura. Assim também, diante de dificuldades psicológicas, a busca do equilíbrio pode passar pela certeza do sagrado, pela fé e pela procura de respostas, considerando sempre a importância do tratamento psicológico quando necessário. A postura ética do psicólogo deve abarcar o respeito empático pela espiritualidade do cliente.

sábado, 27 de agosto de 2011

Feliz dia d@ Psicolólog@!!!

É a minha profissão. Escolhi para a minha vida e amo o que faço. Tenho essa certeza quando chego revigorada depois de um dia de trabalho, pensando no quanto é bom estar na ocupação que te realiza. E aí penso no quanto é melhor ainda quando a gente busca se aperfeiçoar no que faz.
No caso da Psicologia, nós, profissionais da área, estamos em constante crescimento. É preciso buscar o conhecimento na ética, na técnica, na teoria... mas também o crescimento pessoal. É preciso refletir  sobre temas concernentes aos direitos humanos, situar-se em meio à mudança, estar aberto a viver e a compreender.
Hoje, dia d@ Psicólog@, quero compartilhar com vocês o texto do Psicologia online, e sugerir que assistam aos vídeos. Psis ou não, vale a pena ver e pensar nestes...
 Homens e mulheres, curti especialmente o último vídeo!
Saudações aos colegas de profissão, e saudações repletas de saudades àquel@s que se tornaram psicólog@s junto comigo.

27 de agosto: parabéns psicóloga, parabéns psicólogo
Psicóloga, psicólogo.
O Conselho Federal de Psicologia parabeniza a todas e todos pelo Dia da Psicóloga e do Psicólogo.
Em 2011, o CFP celebra o 27 de agosto, Dia da psicóloga e do psicólogo, tendo como mote a campanha Psicologia: profissão de muitas e diferentes mulheres. O tema vem sendo tratado em campanha ao longo de todo o ano e valoriza a presença das mulheres na profissão, já que as psicólogas são cerca de 89% da categoria.
E para comemorar o Dia 27, foi preparada uma série de vídeos que buscam refletir não só sobre o  papel da psicologia na cidadania plena das mulheres, mas também colocar em foco algumas questões que têm repercussão direta na vida das mulheres e nos processos democráticos. Assista a seguir:
Contribuição das mulheres para a profissão
http://www.youtube.com/watch?v=xMN3HwWvl9Q.
Mulheres em espaços de poder.  
http://www.youtube.com/watch?v=EXLNUFTYU9Q
Mídia, mulheres, Psicologia.  
http://www.youtube.com/watch?v=XBPQruIp7Gw
Homens falam sobre mulheres e Psicologia
http://www.youtube.com/watch?v=vQaZCmBzI3g


Assista e divulgue!


Abraço!


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Medo


Diariamente, recebemos informações sobre violência e corrupção, quando não somos nós mesmos que sofremos. Preocupar-se é normal diante disso, mas esse temor não deve nos levar a um desequilíbrio. O medo tem dificultado o lazer, a circulação e a paz. Se nos deixarmos levar, acabaremos desconfiando de todos e nem saindo mais de casa; mas privar-se de viver e de ocupar os espaços que são nossos não é o melhor caminho.
O medo nos impede de correr grandes riscos e sofrer consequências desagradáveis, nos protege. Mas deve ser na quantidade adequada e diante de riscos reais. Quando é demais, paralisa e nos priva da liberdade. Já a cautela nos faz prestar atenção, ter cuidado e ir além na nossa reflexão sobre as coisas,  percebendo que esse quadro de desrespeito não aconteceu “do nada”. Segurança é um dever do Estado, mas também é um direito e responsabilidade de todos. Se nos escondemos e nos conformamos, a violência e a corrupção se banalizam.
Viver é arriscar-se. Ou assumimos os riscos cautelosamente, mas vivendo bem e lutando por mais justiça, mais respeito, e honestidade em nossas atitudes e nas dos outros; ou superestimamos o medo e o espalhamos por aí. Prefiro a primeira opção.