BEM VIND@!

Vamos falar de coisas da vida?
Vamos falar das coisas. E também da nossa vida.
Vamos trocar idéias! Aqui neste espaço virtual, nesse tempo incomum...
Singularidades.
Para ser cada vez mais si mesmo, estando cada vez mais inteiro no mundo e nas relações.
Pra mudar, para crescer, para transcender...




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A que profissional recorrer

Existem vários profissionais que cuidam da saúde mental. Entre eles estão psicólogos, psicanalistas, psiquiatras e neurologistas. Para saber a que profissional recorrer, é importante conhecer melhor a atuação de cada um deles.
O psicólogo é o profissional graduado em Psicologia; está habilitado a fazer avaliações psicológicas, psicodiagnósticos, psicoterapia, aconselhamento e orientação psicológica, entre outros. O trabalho deste profissional não está relacionado somente à presença de psicopatologias; ele atua também em contextos como escolas, hospitais e grupos. Embora existam várias abordagens com técnicas específicas de tratamento, o principal instrumento é a comunicação interpessoal. É indicado aos primeiros sintomas de sofrimento psicológico, na busca de autoconhecimento, na administração de problemas cotidianos e relacionais, etc.
O psicanalista é o profissional que aprofundou seus conhecimentos em Psicanálise, uma teoria da personalidade humana. O método psicanalítico enfoca a importância e a interpretação dos conteúdos inconscientes. Pode-se buscá-lo diante de conflitos psíquicos, para o autoconhecimento, entre outras demandas.
O psiquiatra é o médico que se especializou em Psiquiatria e está habilitado a fazer diagnósticos, prescrever medicamentos e cuidar de transtornos como o de depressão, o de ansiedade e a dependência química. Recorre-se a ele no tratamento dos transtornos psíquicos, mas também na prevenção destes.
O neurologista também é médico, mas é especialista em Neurologia e trata distúrbios do sistema nervoso. Relaciona-se à saúde mental porque diagnostica e trata doenças mentais de base orgânica, causadas por disfunções fisiológicas e fatores físicos. Consultar o neurologista pode ser importante na obtenção de um diagnóstico diferencial, quando se suspeita que um distúrbio possa ter causas orgânicas.
Mesmo com esta divisão entre as profissões, a atuação no cuidado em saúde mental é complementar. Muitas vezes a pessoa precisa, por exemplo, iniciar um tratamento medicamentoso para que estabilize sua condição e possa iniciar uma psicoterapia. Estes profissionais estão aptos a reconhecer qual é a melhor indicação terapêutica e assim, encaminhar ao tratamento mais adequado.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Psicoterapia

A Psicologia é a ciência que se dedica ao estudo da mente e do comportamento. A psicoterapia é uma das práticas da Psicologia, e visa promover a saúde mental e propiciar condições para o enfrentamento de conflitos e/ou trans­tornos psíquicos de pessoas e grupos.
Atualmente, é reconhecida a importância do cuidado consigo mesmo, e alguns pré conceitos já estão sendo repensados; sabe-se que psicoterapia não é apenas “para loucos”, mas para todos que desejarem cuidar melhor da própria saúde mental. Pode procurar esse auxílio psicoterápico quem não está conseguindo lidar mais com seus conflitos, dificuldades e problemas. Quem está buscando autoconhecimento, ou passando por crises emocionais relacionadas a alguma área da vida. Enfim, pode fazer psicoterapia toda pessoa que sente que vai se beneficiar desse processo de enfrentamento de suas próprias questões. Nos transtornos psicológicos, pode atuar também de forma preventiva; aos primeiros sintomas de ansiedade, tristeza, medo, etc.; quando a intensidade e frequência destes indicar a necessidade de cuidados.
Ao decidir-se por iniciar um tratamento psicológico, é fundamental sentir-se à vontade com o psicólogo. A personalidade de ambos e a abordagem adotada pelo profissional são fatores importantes na criação do vínculo. As informações da pessoa não são divulgadas, porque o psicólogo clínico, salvas as situações de risco, tem o compromisso ético do sigilo profissional. Também é necessário o comprometimento com a psicoterapia e isso inclui a vontade do cliente de se tratar. A duração é variável conforme a pessoa/grupo e objetivos. Outro fator importante a ser considerado é que não são existem soluções mágicas e o psicólogo não é o detentor de todas as respostas. Trata-se mais de um processo de busca e construção na relação psicoterapeuta e cliente, e dessa forma, visa promover a independência do sujeito, para que ele atinja o equilíbrio necessário e possa agir com mais autonomia.
Estamos em uma era de extrema racionalidade técnica, em que o dinheiro se torna cada vez mais importante e tudo precisa ser eficiente, inclusive as pessoas. Mas para não adoecermos, precisamos desacelerar e refletir sobre a nossa vida, nossas vontades, elaborar sentidos. A psicoterapia é um espaço para a necessária elaboração, porque apesar da exigência mercadológica de estarmos sempre bem e sempre prontos, somos humanos. O respeito pela pessoa como ela se apresenta é o eixo principal da Psicologia.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

+ Amor: Psicologia

  Como é difícil definir operacionalmente o amor na "ciência humana" Psicologia! Não podemos quantificá-lo precisamente, não podemos manipulá-lo ou reproduzi-lo em laboratórios. Mas sabemos que ele existe, na ciência, na filosofia e no senso comum.
 Enquanto psicóloga, entendo o amor como um sentimento, conjunto de sensações e emoções. É o estado psicológico de estar amando e/ou sentir-se amado. É  um componente importante da experiência humana, compreendido por cada pessoa a partir de suas próprias vivências e  também a partir da cultura, da rede de significações.

  Mais:

Sternberg (1986) criou teoria triangular do amor, na qual os relacionamentos são caracterizados por três elementos: intimidade, paixão e compromisso. De acordo com o autor, um relacionamento baseado em um único elemento tem menos chances de sobreviver do que um baseado em dois ou mais. Com a presença ou ausência de cada um dos elementos temos as combinações de sentimentos:
  • Amizade (intimidade)
  • Limerence (paixão)
  • Amor vazio (compromisso)
  • Amor romântico (intimidade + paixão)
  • Companheirismo amoroso (intimidade + compromisso)
  • Amor fugaz (paixão + compromisso)
  • Amor consumado (intimidade + paixão + compromisso)

Costa (1998) define o amor como uma crença que pode ser mantida, alterada, dispensada, melhorada, piorada ou abolida. Esta percepção do amor como uma crença emocional permite a quem ama uma liberdade para perceber e se relacionar com o amor de uma maneira própria, o que possibilita aperfeiçoar as convicções amorosas sem a preocupação de atingir a perfeição em tais convicções, mas com o objetivo de melhorar a qualidade das relações amorosas.

Erick From (1994) conceitua o amor não como uma relação com uma pessoa específica, mas como uma atitude, uma orientação de caráter, que determina a relação de alguém para com o mundo como um todo e não para com um "objeto" de amor.

 Schettini Filho (2000) afirma que nas relações interpessoais, a grande conquista é o amor pelo outro e não o amor do outro. Visto que buscar o amor do outro dá idéia de querer possuí-lo, dominá-lo. Já buscar o amor pelo outro, sem que deste outro seja cobrado nada, há um respeito à liberdade do outro. Ele afirma que dessa maneira a relação estabelecida entre quem ama e quem é amado é uma relação de afeto, onde quem ama tem sempre presente em si o ser amado, se entrega a este ser conscientemente e respeita a aceitação ou rejeição que tal entrega pode provocar. Ele ressalta que quem ama, mesmo com a constante presença em si do ser amado, continua a ter sua individualidade, o que faz agradar o outro sem desagradar a si próprio. Para tal autor o amor não pede refúgio na fantasia e negação dos defeitos de quem se ama. Ao contrário, o amor possibilita uma aceitação do outro, um estar disponível ao outro.

Cardella (1994), sobre esta disposição ao outro, diz que o amor é a polaridade oposta do egocentrismo e do sofrimento de natureza emocional. E cabe neste estado de disposição ao outro a imposição de limites entre si e o outro. A autora destaca que estar disponível ao outro e, ao mesmo tempo, impor limites na relação entre si e o outro, implica uma satisfação mútua, tal satisfação está diretamente ligada com as formas de manifestação de amor vivenciadas por quem ama e quem é amado.  

Luiggi Giussani (2004 e 2009) cunhou o termo Experiência Elementar, que significa o que está na base de todo comportamento humano. Através da experiencia elementar a pessoa reconhece suas exigências e as evidências de uma existência e de uma transcendência. É a Experiência Elementar que faz com que as pesoas emitam juízos pessoais e encontrem correspondência entre a realidade e seus anseios.
O amor seria uma das exigências humanas, que uma vez correspondida, faz-se buscar muito mais dessa satisfação. Também são exigências a beleza, a verdade, a liberdade e a justiça.


Referências:

segunda-feira, 25 de julho de 2011

+ Amor: Filosofia

Amor é um conhecido nosso. E também é um tema pensado em Filosofia.
Na postagem de hoje trago algumas palavras sobre as concepções Platônica e Agostiniana de Amor. 


Platão no detalhe da obra Academia de Platão [Rafael Sanzio]

  Platão (Atenas, 428 ou 427 a.C - 348/347 a.C.) compara o amor a uma escada que vai do mais relativo ao mais absoluto. Este seria o amor eterno pela beleza em si mesma. Mas é o que a beleza desperta que nos faz subir a escada. A busca do belo e do bom. 
  Para esse filósofo o amor acontece pela falta. Somos incompletos e buscamos no amado a completude. Amar viria, assim, de um desejo natural de plenitude, da busca pela verdade essencial no amado. 
 O amor platônico não é o que poderíamos chamar de amor covarde, que acomoda-se às limitações, mas é o caminho vivido, que faz com que possamos diminuir nossos erros, pois não se fundamenta nas paixões, que podem nos cegar, mas sim na virtude.

 Santo Agostinho, detalhe da obra de Sandro Botticelli , 1480.

  Tornando-se conhecido por cristianizar as ideias de Platão, Santo Agostinho (Aurélio Agostinho: Tagaste, 354 - Hipona, 430) entende o amor como substância da alma, e assim sendo, todos somos capazes de amar. Porém faz-se necessária a escolha do que amar. Santo Agostinho defende a direção do amor ao bem absoluto. Assim o amor seria a forma com a que nos religamos ao eterno. Este filósofo toma o amor como lei existencial. "É infeliz o homem que não ama." - Confissões (398).
  Para ele, o amor é não é incompletude, mas sim um prolongamento de si mesmo ao encontro do outro. O amor é o que traz a felicidade pois dá significado a experiência humana.

Bibliografia:
2008. Paulo Ghiraldelli Jr. Disponível em: http://portal.filosofia.pro.br/o-que--amor-platnico.html
2008. Monteiro, S. O amor em Santo Agostinho. Disponível em: http://suelymonteiro.blogspot.com/2008/08/marco-antonio-separavich-santo.html
Fr. Rogério Gomes.O amor em Santo Agostinho, antes de sua conversão. Disponível em: http://www.3pinformatica.com.br/redemptor/fotos/fotos/admin/imagens/revistas/pdf/amorhumanoemsantoagostinho.pdf

quinta-feira, 7 de julho de 2011

+ Amor: cotidiano

 Disseram-me que:

O amor é muito importante.  
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. -  
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor."  1 Coríntios 13. "O amor é mais forte do que a morte."-O cântico dos cânticos de Salomão. "Afinal, será que amar é mesmo tudo?"- Fernanda Mello e Rogério Flausino. "Nada é pequeno no amor. Quem espera as grandes ocasiões para provar a sua ternura não sabe amar."- Laure Conan 
O amor é o encontro insaciável de duas almas que encontram paz uma na outra. É um nobre sentimento, quiçá um Deus.  Não é algo que se banalize. É infinito. Nos faz viver. É o que nos resume. É destino. O amor de Deus é o único incondicional, mas Ele nos fez a sua imagem e semelhança, e com essa capacidade de amar. Por isso amamos um aos outros.

O amor é um conjunto. "Tudo é amor.
Até o ódio, o qual julgas ser a antítese do amor, nada mais é senão o próprio amor que adoeceu gravemente." Chico Xavier
"Quando o amor é sincero, ele vem com um grande amigo, e quando a amizade é concreta, ela vem cheia de amor e carinho." William Shakespeare.
É respeito, carinho e admiração. Tem o poder de unir vários outros sentimentos ou ações. É querer bem, é saúde, é paz, nos deixa felizes e bobos. É paixão e compaixão, um carinho muito grande! É sinceridade, magia e liberdade. Se desenvolve baseado em confiança, interesse, cooperação.

O amor é doação. "Quem ama realmente, nada pede, nada reclama, nada exige e nada procura, senão a alegria do objeto amado, para que o amor se estenda, a multiplicar-se, soberano e sem fim." Chico Xavier.
É gostar de alguém mais do que você mesmo, pensar mais na outra pessoa que em você. É abrir mão de algumas coisas para poder desfrutar mais tempo com a pessoa sem ter que jogar isso na cara dela. É tudo aquilo que a gente faz de coração sem esperar nada em troca. É vontade de ajudar, de doar-se.

O amor é complexo. Envolve mais pessoas. Tem mais formas. "É preciso permitir que alguém nos ajude, nos apóie, nos dê forças para continuar. Se aceitamos este amor com pureza e humildade,vamos entender que o Amor não é dar ou receber, é participar." Paulo Coelho. Existem várias formas de amor. Cada um ama de um jeito, cada um tem sua forma de demonstrar. O amor tem duas faces: amar e ser amado.

Pra finalizar, hoje eu quero destacar os versos de Tocando em frente (Almir Sater e Renato Teixeira), não pude deixar de lembrar...


Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou
Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
De ser feliz...



Obrigada por tudo que vocês me disseram!